"Eu, Pilatos", livro de Maurício Santini, narra experiências metafísicas



Diversos episódios sobre a vida do ex-governador da Judeia, Pôncio Pilatos são reportados por meio de obra do jornalista e compositor Maurício Santini. O livro Eu, Pilatos, das editoras Horizontes da Mente (MG) e ProLibera (SP), será lançado no dia 19 de abril, na Livraria Capítulo 4, em São Paulo e no dia 16 de maio, na Livraria Mineiriana, em Belo Horizonte.

Eu Pilatos conta com uma verve espiritualista e narra experiências metafísicas que o autor teve, no decorrer de alguns anos, entre elas, experiências fora do corpo, percepções extrassensoriais manifestações de clarividência e clariaudiência, até terapia de vidas passadas, entre outras.

Não só o controverso Pilatos é retratado no livro. Personagens bíblicos e históricos célebres e importantes para o Cristianismo surgem com revelações no livro, exemplo de Maria Madalena e João Batista, do polêmico Judas Iscariotes e do protagonista Jesus de Nazaré.

De acordo com Maurício Santini, trata-se de uma obra apócrifa, resultado de anos de pesquisa e experiências marcantes. “Apócrifo no sentido de não canônico. Se fosse redigido na época dos Concílios da Igreja seríamos queimados na fogueira, eu e o livro”, revela ele. Prova desse caráter blasfemo é como o autor trata a questão da traição de Judas. “O mais letrado, culto e corajoso dos discípulos. Era quem lidava com as doações ao grupo e jamais traiu a confiança de Jesus. Sentiu-se usado e traído”, diz ele.

Já Myriam de Magdala (Maria Madalena), na visão do escritor, era dotada de uma sensitividade incomum e estava ainda mais próxima do “Rabi” que os próprios apóstolos convencionais e machistas.

No entanto, Pilatos é o personagem mais abordado na obra. “Odiava os judeus, não suportava nada que viesse daquele povo. Não lavou as mãos e mandou matar Jesus sem qualquer julgamento. O episódio de Barrabás não existiu, foi uma farsa. Uma manipulação romana”, finaliza.