Saiba mais sobre a tireóide...

 
A tireóide é uma glândula endócrina localizada na parte da frente do pescoço que produz hormônios que regulam diversas funções do corpo, entre elas, as funções cardíacas, o ritmo de funcionamento intestinal e o humor. Os hormônios da tireóide (HT) controlam a frequência dos batimentos cardíacos, o ritmo adequado do coração e regulam o sono. O descontrole da função da tireóide para mais (hipertireoidismo) ou para menos (hipotireoidismo) desregulam essas funções e aceleram os batimentos cardíacos. Além de causar arritmias, ansiedade, insônia bem como fadiga e até depressão.

O principal sinal do câncer de tireóide é a presença de um nódulo indolor na tireóide detectado à palpação ou pela ultra-sonografia, que não altera os níveis sanguíneos dos hormônios tireoideanos. A presença de nódulos tireoideanos detectados pela ultra-sonografia (USG) de rotina é comum, principalmente em mulheres. Felizmente, aproximadamente 95% desses nódulos são benignos. De acordo com a suspeita clínica ou pelos achados no USG, o especialista solicita a punção biópsia aspirativa do nódulo, no qual determina se o nódulo é suspeito para malignidade.

O câncer de tireóide ocorre em qualquer idade, sendo mais comum após os 30 anos. O tratamento oncologicamente mais adequado para o câncer de tireóide é a tireoidectomia total (retirada completa da tireóide) associada eventualmente à retirada de gânglios linfáticos do pescoço que estejam comprometidos pela doença.

“Quando realizada por cirurgião especialista, o risco de complicações mais sérias decorrentes desta cirurgia, como a rouquidão permanente, é menor do que 1% dos casos. Após a cirurgia, alguns pacientes deverão receber um tratamento complementar com iodo radioativo e a indicação desse tratamento depende da análise em conjunto de uma série de fatores como idade, tamanho do tumor, agressividade local do tumor entre outros fatores”, explica o especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HCor, Dr. Fábio Pinto.

Segundo o especialista do HCor, os únicos fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento deste tumor são a exposição à irradiação no pescoço e o antecedente de câncer de tireóide na família. O tipo mais frequente de câncer de tireóide é o carcinoma papilífero com aproximadamente 80% dos casos, seguido do carcinoma folicular com 15% dos casos. Nos pacientes com menos de 45 anos de idade e com tumores pequenos, mais de 97% dos carcinomas de tireóide são curáveis.
 
(fonte: HCor)