Acervo do Última Hora digitalizado na internet

o Jornal Última Hora foi criado em 1951 por Samuel Wainer no Rio de Janeiro, em um período de efervescência social e política, deixando de circular em 1971. Ele tinha uma linguagem popular e foi pioneiro em diversos aspectos como o uso constante de cores, ilustrações e fotos. Esse jornal era o único que abrangia, nessa época, sete cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife .

Além dos temas corriqueiros do jornal como futebol, cinema e criminalidade, a “UH” também revelou seu apoio aos governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Jango nas páginas de política. Entre os seus colunistas destacaram-se Nelson Rodrigues, Agnaldo Silva, Arthur da Távola, Inácio Loyola Brandão, Jô Soares, Jaguar, Juca Chaves, Nelson Motta, Rubem Braga e Walter Negrão.

O arquivo fotográfico da “UH” foi formado ao longo da trajetória da edição carioca do jornal, entre os anos de 1951 e 1971, sob a direção de Samuel Wainer. O uso de fotografias e ilustrações em quase todas as páginas é uma das características marcantes da Última Hora. Para cada pauta era produzida uma missão, isto é, um conjunto de fotos tiradas para ilustrar uma notícia publicada no jornal. E, a cada missão, apenas uma ou duas fotos eram escolhidas pelo editor. Ao todo, cerca de 400 fotos eram tiradas diariamente para a cada edição, algo fora do comum à época. As fotografias, publicadas ou não, eram recolhidas ao arquivo do jornal.

O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de digitalizar e disponibilizar na internet parte deste arquivo fotográfico. São quase 20 anos de história registrados em 54.600 mil fotografias e 1.200 ilustrações, que podem ser vistas pelo site http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital


Diferentes momentos da história brasileira foram registrados pelas lentes fotográficas do jornal Última Hora: o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, em 1954; as Olimpíadas de Helsinki, em 1952; a estreia de Roberto Carlos na TV Tupi, em 1968. a visita dos Rolling Stones ao Rio de Janeiro, em 1968. Além de nomes que marcaram a música brasileira, como Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Ângela Maria e Chico Buarque e o teatro, Eva Tudor, Tônia Carreiro, Procópio Ferreira, Grande Otelo e Cacilda Becker.